quarta-feira, 13 de junho de 2012

Um dedo de prosa dentro da poesia!


POEMETO DE LUTA



Lute!

Não por que tenha que lutar

Não por que tenha que mostrar

Não por que tenha que sorrir

Não por que tenha que chorar

Não por que tenha que ferir

Não por que tenha que vencer



Lute

Por que tenha que viver

E pelo direito de sonhar!

sábado, 15 de outubro de 2011

UM ABOIO


A educação, no Brasil, é uma prioridade que todo e qualquer político tem na ponta da língua um discurso pré-fabricado de apologia. O professor é tido como um profissional que merece todas as regalias e valorizações possíveis. A pergunta que fica no ar é: porque os políticos admitem a importância da educação e dos professores, mas não refletem isso nas suas atribuições legais quanto estão no poder? Há uma resposta simples para isso: hipocrisia! A verdade é que falar bem da educação e dos professores é uma zona de conforto para qualquer político ou candidato, um formalismo apregoado por qualquer assessor ou profissional de marketing. O que não se ver em qualquer um político é um plano político especificamente para a educação e, sobretudo, para o professor. Alguns políticos se defendem dizendo que lutam por construção de escola, contratação de profissional e/ou concessão de bolsa. Lamento contrariá-los, mas essas coisas não são políticas educacionais. Política educacional não se restringe as chamadas ações que dão votos por ser nítida aos olhos nus, ela age no imperceptível.

No dia de hoje (15) em que se comemora o dia do professor, o que se deseja do fundo do coração é que as autoridades competentes extirpem a deplorável situação que se encontra os grandes profissionais da educação, melhorando os prismas financeiros, profissionais e sociais.  

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

REFLEXÕES DE VANTUIR

"Uma foda do Id, do Ego, do Superego e do alterego é na verdade uma orgia freudiana que nem Freud explica. Ou seja, Freud é foda!"

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Um dedo de prosa dentro da poesia!


Meus olhos de Sol


O sol ainda que não o veja, nasce nos olhos de quem o almeja
E eu o almejo, desenhando-o nas dobras do meu hipotálamo
Arranque os olhos como um Édipo ensandecido
E se entregue aos leões imagéticos e latentes
A inércia é cicuta!
                   O inerme é um moribundo contente que se acha saudável.    

domingo, 25 de setembro de 2011

Letras que podem ser musicadas

SAUDADE JAGUARUANENSE
Quando eu saí dali, não levei meu coração
O pobre ficou ali no jardim do meu torrão
Deitando numa tijubana, esperando meu amor
Meu amor é Jaguaruana que lá na estrada ficou (bis)

Hoje é grande a saudade
Mas um dia eu vou matar
Vou buscar felicidade
Vou voltar pro meu lugar
Terra de gente bonita
De Emília e de Sant’Ana
Do bendito Padre Rocha
Que saudade tão tirana.

Já devoro a poeira neste carro tão veloz
O poema sem papel se agarra numa voz
No cordel da minha mente, o verso se torna dor
Minha dor é Jaguaruana que lá na estrada ficou (bis)

Hoje é grande a saudade
Mas um dia eu vou matar
Vou buscar felicidade
Vou voltar pro meu lugar
Terra de gente bonita
De Emília e de Sant’Ana
Do bendito Padre Rocha
Que saudade tão tirana.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

ADIVINHAÇÕES POPULARES

ADIVINHAÇÃO POPULAR
 

Se trabalho é palavrão
E provoca fatigar
Dou metade do que tenho
Pra você não trabalhar.





Resposta: Preguiça

domingo, 4 de setembro de 2011

UM ABOIO


INTROSPECÇÃO CITADINA



Jaguaruana, meu berço fulgurante, nos dias que se aproximam de seu aniversário, fiquei imbuído por uma introspecção. Bem da verdade não seria um mergulho em mim, mas é como se eu me colocasse no lugar da cidade e esboçasse uma introspecção citadina. E como em toda avaliação, ainda esta seja um tanto esdrúxula, surge inúmeras indagações que por incrível que pareça continuam sem respostas, apesar de nossa história tão longeva. Estamos à véspera de uma nova eleição municipal e esta introspecção citadina é importante ser feita por todos os cidadãos jaguaruanenses. Alguns talvez vão dizer que seja cedo fazer qualquer avaliação eleitoral, ainda mais se não há a formação de um quadro político definitiva para o embate. A estes eu digo que a introspecção não está preocupada em nomear pessoas ou denominá-las como mocinhos ou vilões, é algo mais pessoal, ou melhor, mais cidade, se assim posso me expressar. Seria o conflito do “eu”, como se este “eu” – reitero – fosse Jaguaruana.

Cada munícipe deve montar mnemonicamente o seu retrato de cidade. Isso que descrevo aqui pode parecer algo onírico, idéias alicerçadas em bases incorpóreas, cuja sustentação dilui-se ao menor confronto com a realidade. Engana-se o leitor que entender por este prisma. Quando uso a palavra introspecção, apesar do viés psicológico, a sua aplicação tem um efeito direto na esfera realística de nosso cotidiano. Particularmente, tenho pensado demasiadamente em fomentar um grupo de discussão política (sob a luz da ciência política) e de formular um documento de intenções que poderia ser assinado e registrado em cartório por todos os candidatos ao Paço Municipal, também sei que não disponho desse tempo. Por isso no momento queria sugestionar aos amigos, colegas e todos os jaguaruanenses essa introspecção tecida no silêncio de cada íntimo.

Agora de nada vai adiantar essa introspecção citadina, se a mesma adormecer na omissão que reproduzimos no dia-a-dia. Ela deve demonstrada nas ações políticas que cabem ao cidadão, na formação da opinião pública local e, sobretudo, nas plataformas políticas dos possíveis candidatos. Nesse dias festivos de aplausos e alegria, não vai custar nada a qualquer cidadão tentar – cada um do seu modo – personificar “Jaguaruana” dentro de si.

sábado, 3 de setembro de 2011


GRACIOSA ORQUÍDEA DO VALE (JAGUARUANA)
 
Ó Terra que se adorna de histórias
Alimentando-se de sua força varonil
Cada ser humano desta terra
É uma estrela a brilhar pelo Brasil.
 
Graciosa orquídea deste Vale
Que se banha no velho Jaguaribe
A sua história é cercada de coragem
Ao vencer o inimigo e a diatribe
Tendo por escopo a liberdade
Voando por sobre adversidade
Semelhante a briosa abibe.

Ó Terra que se adorna de histórias
Alimentando-se de sua força varonil
Cada ser humano desta terra
É uma estrela a brilhar pelo Brasil.

Graciosa orquídea deste Vale
Sua riqueza transborda no olhar
Nas carnaúbas sublimes e frondosas
Que se ver espalhadas por todo lugar
Na sua cultura robusta e marcante
De uma gente guerreira e atuante
Que constrói sua poesia no tear.

Ó Terra que se adorna de histórias
Alimentando-se de sua força varonil
Cada ser humano desta terra
É uma estrela a brilhar pelo Brasil.

Graciosa orquídea deste Vale
Devagar vai fazendo o seu porvir
Hasteando a bandeira da labuta
Conjugado com o verbo progredir
Sem esquecer as glórias do passado
Cada filho deste torrão amado
Que não conhece a palavra desistir.

Ó Terra que se adorna de histórias
Alimentando-se de sua força varonil
Cada ser humano desta terra
É uma estrela a brilhar pelo Brasil.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

ADIVINHAÇÕES POPULARES

ADIVINHAÇÕES POPULARES


O que é o que é?
Tem cabeça e longo pescoço
Não tem braço, perna e corpo
Ele é feito de aço, não tem nada de osso
Prende porta, caibro e peça
Batem no coco dele a beça
Mas não sente dor!















Resposta: Prego

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

ADIVINHAÇÕES POPULARES


ADIVINHAÇÕES POPULARES

Há certas coisas na vida
Que a ciência não explica
O que é que quanto mais se tira
Bem maior ele fica?









Resposta: Buraco.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

DIÁLOGOS CORDELESCOS


OS TEMPOS NÃO VOLTAM MAIS / VOMITANDO ZÉ LIMEIRA
 

Eu morei dentro do zero
Bem ali na Palestina
Me juntei com Severina
Concubina de Seu Nero
Um cantador de Bolero
Lá da beirada do cais
Do porto de Bananais
Terra da santa trindade
Hoje me deu uma saudade
Os tempos não voltam mais.

Recordo da Borborema
Que Dom João usava calça
Navegando a sua balça
Que nem uma piracema
Foi quando teve um dilema
Chamando seus serviçais
Ora, arranjem uns florais
Que vou assinar um papel
Eu sou Princesa Isabel
Os tempos não voltam mais.
 
Naquele mesmo lundu
Quem gritou foi Zé Dirceu:
“Os vinte por cento é meu”
No Palácio Jaburu
Foi quando Zé de Manu
Morava em Minas Gerais
Numa vila por detrás
Da grande Serra Pelada
Pois me caparam na estrada
Os tempos não voltam mais.
 
Jesus foi pra Maringá
Mas gostava do Leblon
Convidando Agamenon
Prum retiro em Calcutá
Eles comeram cará
Na casa de Caifás
Judas foi seu capataz
E padrim de casamento
Surge aí o novo Testamento
E os tempos não voltam mais.

O cangaceiro Corisco
Morava numa favela
Quando numa caravela
Atravessou o São Francisco
Construindo um obelisco
No brega de São Tomás
As putas lhe pediam mais:
Queremos uma futrica
Com meio metro de pica
Os tempos não voltam mais.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

UM ABOIO

SALÁRIOS, MENTIRAS & VIDEOTAPE: O que será de nossa educação?



Alguns vão lembrar aquele filme: ”sexo, mentiras & videotape” e não estão errados. Pena que o remake que está sendo dirigido pelo nosso governador infelizmente é uma versão trash que Steve Soderbergh ficaria de cabelo em pé! E por ter uma sinopse completamente diferente da obra de Soderbergh, o título deste filme inglório teria que se compatível ao contexto que vivemos atualmente. Vamos aos meandros do filme:



SALÁRIOS



            O preâmbulo desta nefasta obra cinematográfica, genuinamente cearense, começa com a polêmica aprovação do Piso Salarial dos Professores (uma das poucas ações benéficas do governo brasileiro desde os primórdios da República) e sua ardilosa contestação de constitucionalidade perante o STF. Contudo, o que o “Diretor” da película Cid Gomes não esperava era que o seu filme fosse transcender script adquirido vida própria. O STF contrariando as vontades despóticas do “Diretor” votou pela constitucionalidade do Piso, favorecendo milhares de professores. O “Diretor” ao perceber que sua obra tinha criado autonomia, decidiu comandar ao modo rústico dos “Ferreira Gomes” passando por cima do arcabouço jurídico e das atribuições políticas de um mandatário.

            Frente à atitude despótica de um “Diretor” que perdeu as rédeas de seu filme, os professores cobertos de razão instauram uma greve. A adesão da classe fora bastante significativa o que fez o “Diretor” explodir num narcisismo político que beira o limite da desinformação. Se o script havia criado vida própria, agora era o elenco que se rebelava e isso era ponta de um iceberg que poderia acabar por destituir o “Diretor”.



MENTIRAS

            Quando eu ainda era menino, os velhos ateneus criavam o falso arquétipo que a arte de ensinar era um sacerdócio. Os professores eram monacais que de seus templos de doutrinação deveriam fazer votos de pobreza, de humildade e de mordaça. O sacerdócio da educação tornava-se uma forma de omitir o dever do Estado de ofertar educação de qualidade, transferindo a responsabilidade para o cidadão e este deveriam se preciso sacrificar a própria vida pelo ensino. Alguns dos meus ex-professores viveram a essa mentira sem perceber que a cada dia eram subtraídos naquilo que é mais caro para o ser humano: a sua dignidade. Nunca foram reconhecidos pelos seus esforços extra-humanos, adoeceram com o pó de giz e as precárias instalações escolares e deram as suas vidas para eu (e tantos outros) pudessem sonhar com um país melhor. É preciso desfazer essa mentira: PROFESSOR É PROFISSÃO!

            “Diretor”, por favor, diga-me: “Professor não pode sonhar?” “Não pode ter casa?” “Não pode ter comida?” “Não pode receber salário?”. Acredito que nem os padres ou pastores viveriam em prol de seu sacerdócio sem casa, sem ajuda de custo, sem comida e sem sonho. Os padres e/ou pastores ainda tem outra vantagem fronte aos professores: o reconhecimento! Mas agora eu entendi que o “Diretor” quer que o seu elenco (os professores) trabalharem de graça. Amigo “Diretor” há tempos que o professores trabalham de graça para o Estado, porque o que eles recebem não pode ser chamado nem em ajuda de custo. Há professores no interior do Ceará que ganha R$ 150,00 por mês, por vezes menos que o bolsa-família. Isso não é trabalhar de graça?

            Outra mentira é a glamorização dos prédios educacionais com intuito ardiloso de dizer que a educação está evoluindo. Puro narcisismo político! A transformação educação não pode ser capenga ou incompleta, sob pena de nadarmos e morrermos na praia. Tornam-se em vão os investimentos nos prédios, se o humano que vai usá-los não consegue suprir suas necessidades primárias. A educação só vai mudar realmente neste país, no Nordeste e no Ceará quando for democratizado e quando falo democratizado não me refiro tão somente a decisões pré-estabelecidas por uma estância maior. As decisões educacionais não pode se concentrar nas mãos de poucos; como se estes tivessem a plena noção das necessidades de todos.



VIDEOTAPE

            E o termo acima é bastante adequado para se falar de um arcaísmo que se esconde nos anos eleitorais. A figura do professor nos discursos políticos é quase santa (outra vez algo ligado ao sacerdócio), a sua função social dentro do contexto de nação é tão importante (e às vezes até mais) que um médico, engenheiro, executivo e até mesmo um mandatário político. Pena que as analogias só ficam na seara de cargos e funções, o bom mesmo é que o salário dos professores fosse equiparado aos dos médicos, dos engenheiros, dos executivos e dos mandatários políticos. Eu não se vocês perceberam, mas os discursos políticos acerca dos professores são videotapes; ou melhor, uma espécie de déjà vu que se apresenta como déjà entendu que é proferida só para arrancar aplausos dos distraídos e bajuladores de plantão. O problema destes discursos-videotape que eles são alicerçados na hipocrisia e na incongruência política; que juntas ocultam o arcaísmo de que educação não dá votos e que sua disseminação pode tornar a nossa nação perigosamente autônoma: pesadelo de qualquer sistema corrupto.                   



QUANDO SERÁ “THE END”?

            As próximas cenas deste filme infame já trazem contornos extraordinários. O poder judiciário entrou no filme como vilão coadjuvante tentando criminalizar um direito constitucional dos professores, através de uma decisão inverossímil que se assemelha aos efeitos especiais hollywoodianos: será um golpe do “Diretor” procurando tomar a direção do filme? Não sei!

            Só sei que sinto vergonha de se representado por um Governador (apesar de não ter votado nele) que humilha as pessoas que mais admiro e devo imensurável gratidão: os professores!

COCO TRAVA-LINGUA MORRANIANOS

EMBOLADOR 1:
Cangalha, cossa, cor, casca
Casca, cor, cossa, cangalha
Mortalha, morto, marmota
Marmota, morto, mortalha
Barba, barbicha, brasão
Calha, cá, capa, capão
Capão, capa, cá, calha.

OS DOIS:
Quero ver você travar
Quero ver você dizer
Mato, massa, maracá
Malva, muco e mussambê (Bis)

EMBOLADOR 2:
Bota, bula, bufo, bala
Bala, bufo, bula, bota
Jota, jaga, jaco, jato
Jato, jaco, jaga, jota
Fossa, fila, fofa, fole
Mota, moto, mato, mole
Mole, mato, moto, mota. 

OS DOIS:
Quero ver você travar
Quero ver você dizer
Mato, massa, maracá
Malva, muco e mussambê (Bis)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

ADIVINHAÇÕES POPULARES


ADIVINHAÇÕES POPULARES
 

É uma boca muito grande
Mas que não morde ninguém
Não tem olhos e nem corpo
E não tem cara de alguém
Sua luz não resplandece
O sol morre e ela aparece
Trazendo a treva que vem.













Resposta: A boca da noite

sábado, 27 de agosto de 2011

DIÁLOGOS CORDELESCOS


TROVAS SERTANEJAS

Fui criado com feijão
Carne velha, ovo, alfenim
E assistindo o Casimiro
Do brincante Garranchim.

Eu já fui um espadachim
Minha espada era de talo
Da saudosa carnaúba
Que também fazia cavalo.

Nesta rede que me embalo
Num balanço bem bacana
Uma rede tão gostosa
É lá de Jaguaruana.

Neste povo reina a gana
Que exercita a sua fé
Na missa da Serra Dantas
Que vai do topo ao sopé. 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O BAÚ DO ABOIADOR

RUA PADRE ROCHA


Quem te vê assim, ó ruazinha
Deitada sobre uma onça adormecida
Subitamente, fica embriagado com êxtase
E imbuído por uma paixão vadia
 
Ó ruazinha que sofre de escoliose
 
Ainda amo-te assim mesmo, ó rua tortinha
Não tão torta como se diz
Mas assim como um pedaço de linha
Que se enrolou num novelo infeliz.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

DIÁLOGOS CORDELESCOS

Eu faço um convite de muito valor
De um reles livreto de minha autoria
Que eu hei de lançar com bastante alegria
Dirijo um convite repleto de amor:
A moça, o rapaz, a senhora e o senhor
Ninguém da cidade não pode faltar
Eu hei de no evento também palestrar
Falando de coisas de nossa cultura
História, pessoas, peleja e bravura
Cantando galope na beira do mar.