domingo, 7 de agosto de 2011

DIÁLOGOS CORDELESCOS


TODOS CONTRA A BOCA-DE-LEÃO

Sua licença meu senhor
Sua atenção minha senhora
Que residem no sertão
Ao que vou falar agora
De um enorme malefício
Que assassina a nossa flora.

Pois já passa bem da hora!
De falar dessa ameaça
Que por dentro do sertão
Já se tornou uma desgraça
Atacando a carnaúba
Como a praga de uma traça.

Esse fato não tem graça
Tá na hora de acabar
Com a farra dessa planta
Vinda de Madagascar
Que no clima do sertão
Conseguiu proliferar.

E no sertão a se espalhar
Igualmente uma infecção
Ferindo nosso bioma
Que grande devastação!
Por isso que todo povo
Chamam: boca-de-leão.

Só pra dá uma explicação
Sobre essa planta invasora
Que é rasteira e trepadeira
Uma praga domadora
Cryptostegia grandiflora
É o nome da matadora!

Como uma metralhadora
E a explosão de uma granada
Cryptostegia grandiflora
Iniciou sua caçada
Na flora da caantiga
Na área que é devastada.

A caatinga infestada
Por essa planta estrangeira
Que domina todo solo
Onde está a carnaubeira
Maltratando o nosso símbolo
Igualmente uma matadeira.

Os nomes dessa fuleira
Nas quebradas do sertão
É “leite-de-bom-jesus”
Vulga “boca-de-leão”
"Unha-de-moça” e “viúva”
Até mesmo “Unha-do-cão”.

Chega de lamentação!
Não dá mais pra suportar
Essa boca-de-leão
É preciso exterminar
Cortando pela raiz
E buscando destocar.

Pra depois incendiar
Os seus ramos num local
Muito bem apropriado
Sem perigo ambiental
Impedido que essa planta
Continue com seu mal.

Sendo também ideal
Replantar carnaubeira
Nos locais de onde tirou
Essa planta sorrateira
Pra acabar com essa praga
De uma forma derradeira.  

Não caia nessa bobeira
De pensar que é natural
Que nada pode ser feito
Que a sua ajuda é trivial
Toda ajuda nessa hora
É, por demais, primordial.

O nosso carnaubal
Precisa dessa medida
Pra não entrar em extinção
A nossa “árvore da vida”
Insígnia do nosso Estado
Que tem que ser defendida.


MOACIR MORRAN

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Um dedo de prosa dentro da poesia!

MENINA IMBURANA

Menina Imburana quem foi que te trouxe pro meu sertão
Talvez fosse a lua tão bela e faceira, jogou-te semente no meu coração
Ou será que foi sol querendo te amar, que te fez imburana
Vontade profana que me faz versejar.

Menina Imburana floresce de novo no meu violão
Me embala na nota e nos versos quebrados de uma canção
Me faz mamulengo no teu teatrar que eu te faço poesia
No fim deste dia, nós vamos casar.

terça-feira, 26 de julho de 2011

DIÁLOGOS CORDELESCOS

NOSSA SENHORA SANTANA DE JAGUARUANA



Nossa Santa querida eu vou louvar
Nesse dia festivo com amor
Dedilhando um poema de lavor
Na cadência da lira popular
O martelo de verso vai troar
Sobre o prego da minha inspiração
Ressoando o penhor da gratidão
Que se tem por Santana, avó querida
Protegei os teus devotos nessa lida
Derramando esplendor e salvação.

Protegei meu torrão com mui carinho
Protegei nossa rede e o tecelão
Protegei a carnaúba e o ribeirão
Protegei a caatinga e o passarinho
E protegei este bardo miudinho
Que tem cor encorpada do café
Salve avó de Jesus de Nazaré!
Padroeira da Terra de Ivonete (*)
Cuja sua grandeza se reflete
Neste povo que se orna com a fé.

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(*) Ivonete Maia, jornalista.

DIÁLOGOS CORDELESCOS

VOMITANDO ZÉ LIMEIRA

Sentei no batente do meu pensamento
Fumando as ideias que andam sorrindo
No bar vi a verdade bebendo e cuspindo
Na cara do tempo e na frente do vento
Loucura no mundo se vende no cento
No prazo e na vista, quem pode pagar
Mas eu que não tenho, só posso apertar
Aperto a cachola que solta a espoleta
É hoje que caso com a Risoleta
No templo festivo do Seu Valdemar.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

ADIVINHAÇÕES POPULARES

Puxando pelo cabelo
Eu arranco um chumaço
E de pouco em pouco
Vou enchendo o meu saco.











Resposta: Algodão